26.6.18

Minha casa

Deborices


As vezes eu penso que sou maluca!
Pra que tanta sinceridade sendo exposta? A troco de que me exponho dessa forma?
Eu não me importo se te agrado ou não com minhas verdades, melhor do que viver com elas engasgadas.
Eu não preciso criar uma figura bonita de mim
Não preciso aceitar o que me faz mal
Mas é incrível como existem pessoas tão cegas 
-Ah como eu sou importante - Ah como as pessoas precisam de mim, Ah como eu sou bonzinho, santinho - E.. blá blá blá!
Estou pasma como as pessoas conseguem se enganar!

Quando eu aprendi que eu é quem dava ordens na minha casa, e que ela um caos estava
Parei e pensei, a quem estou querendo enganar?
Só quem sofre sou eu e o morador ao qual eu dei lar
Esse Espirito tão bom que mora em mim, estava intoxicado de tanta sujeira e podridão
Não que eu seja uma  pessoa má
Mas, quantas vezes engoli ódio, verdades engasgadas, engoli sapos, ou do que você quiser chamar...
É tudo lixo que você leva pra dentro de si

Eu parei pra fazer uma grande faxina
Comecei a tirar de mim o que desagradava
Aquilo que ligeiramente me incomodava... Por um minuto comecei a perceber, alguém aqui dentro faz morada
Comecei a notar, que ele comigo tentava interagir
Mas suas ações eram ofuscadas por tanta mágoa que eu ali guardava

A medida que fui limpando, de muitas pessoas também fui me afastando
Passei a notar, que eu conseguia o sentir 
Ele começava a caminhar pelos cômodos do meu coração
Eu sentia ele comigo  falar
Me fez lembrar dos meus amigos, que perdidos por aí deixei estar
Eu estava tão envolvida, com uma obra que sorrateiramente achava que era Dele
Que esqueci na verdade a quem deveria escutar

Foi quando esse meu pequeno grande morador, começou a sussurrar
Cada ação que de fato ele sabia que eu precisava executar
Quantas pessoas passei a escutar, escutar de tal formar a me envolver e a ajudar
Porque antes eu tal feito não assentia? Eu estava tão lotada de lixos que não me via vazia
Aqueles que tanto precisam desse amoroso morador eu passei a clamar
Por eles a Deus pedi, eles precisam também a verdade sentir

Hoje me sinto mais leve, e acho que meu amigo e pequeno morador mais a vontade está 
Nesse coração que ele também chama de lar
Depois que aprendi, que me curando por dentro, a outros posso enxergar
Não me permite mais tanto lixo acumular
O problema é que as pessoas, não estão dispostas a verdades aceitar
Vivem roboticamente, engolindo sapos e a poluir seus corações
Me desculpem outra vez a vocês decepcionar
Não vou outra vez a essas obras e me aprisionar
Vou deixar o espaço livre, para o Espirito Santo livre mim poder passear

18.6.18

Saúde


As pessoas não ligam muito pra sua saúde
Se diz que estava doente, elas só querem saber o quão sofrendo você estava
Para avaliarem mentalmente se podia a todo aquele drama se sujeitar
Nas primeiras a gente conta, conta, conta e conta
Nas outras você informa, como um vendedor de jornais
Você grita só as machetes principais

De estar doente uma coisa eu aprendi
Não tem nada melhor do que bem estar
As vezes desprezamos tanto a doença do outro
Que quando é conosco, nosso mundo desaba
Não que eu fique medindo a dor
Mas quem nunca teve uma afta na ponta da linguá, muito alegre já pode ficar
De uma das dores mais tristes desse mundo, certamente você livre está

Mas agora que eu percebi
Que nas dores físicas que tanto eu sofri
Meu interno faxinei
Sabe quando você está doente do coração? Mas pode se curar cortando um dedão?!
Pode até parecer estranho, mas um pouco curada fiquei

Talvez eu tenha precisado com todas as minhas forças lutar
Contra a doença que em mim fincara
Que um pouco lá de dentro eu esqueci
Precisava tanto ficar boa, que nem percebi, que um pouco curada por dentro fiquei

Já me vejo andando na rua
Marcando com os amigos encontrar
É só quando a gente para, que aprende que valor se dá.
Aos amigos
A família
A comida
Ao trabalho
Ou ao menos, repousar ou até mesmo respirar...


Pequena lembrança a uma pessoa que nos ajudou a vida amar
(Blogueira Nara Almeida, que morreu após luta contra o câncer)

12.6.18

- 20 kg



Peso máximo 65 kg e mínimo 62 kg

Eu lembro exatamente do dia em que uma profissional que já me conhecia a bastante tempo me disse, Jhu, seu corpo tem memoria! Ele lembra que você mal comia, tomava chás e ainda fazia academia, ballet e boxe! Nossos corpos tem memórias! Então fazer dietas da moda ou execícios revolucionários, infelizmente não irão funcionar com você. 

Foi quando caiu a ficha! Depois de 5 anos me entupindo de remédios que eu nunca dava conta de terminar porque eu tinha reações horríveis, de fazer, comprar dietas mirabolantes que  só me deixavam ainda mais desesperada por comida, de tentar todos os tipos de tratamento estésico com máquinas e produtos e por fim de entrar e sair de academias, centros de luta ou dança, parecia que algo tinha dado um start.

O grande detalhe, foi que isso foi me dito em agosto de 2017, mas eu havia me entregado, eu não tinha mais forças, a unica coisa que me alegrava ou me contentava, era a comida! Sim, eu passei a comer escondido! É claro que eu não engordei do dia para a noite, eu sempre lutei contra a balança, desde de meus 13 anos, eu aprendi a esguiar a barriga, a controlar meu peso... Mas, foi quando eu noivei que eu levei um susto! 

Eu noivei em setembro de 2013, como eu e meu esposo queríamos muito casar em novembro, logo eu procurei uma profissional e comecei a tomar anticoncepcional, 3 meses antes do casamento. Mas precisamos mudar a data para abril de 2014, mas fui orientada a não interromper o medicamento, mas trocar, pois havia engordado 8 kg, até aí eu achava que conseguiria retornar ao meu peso antigo, mas não, engordei mais uns 2 kg. 

Quando voltamos da lua de mel, voltei para minhas dietas malucas e tratamentos estéticos, foi quando suspenderam o anticoncepcional pois havia tido um problema hormonal. Então agora era por minha conta tentar baixar esses 10 kg que havia ganhado, mas nos outros 3 anos eu engordei mais 7 kg.  
No inicio de 2018 eu me via 17 kg mais gordinha, ninguém tinha coragem de me fazer parar, parece que as pessoas tinham medo. Eu percebi, que só eu poderia mudar minha realidade. Foi então, durante o período de carnaval, que decidi radicalizar!

Peso máximo 87 kg peso mínimo 81 kg

Comecei a dieta da USP. Cortei vida social, eu não conseguiria dizer não para as delicias que sempre via quando saía. E o mais inteligente, cortei os exercícios. Eu precisa dar um susto de cada vez no meu corpo, para que eu pudesse sempre perder peso de forma continuada.
Nas duas primeiras semanas de dieta eu perdi 7 kg, é claro que ninguém percebeu. Eu mal percebia também, mas tirava fotos diárias, do meu peso, corpo e com roupas que não serviam em mim, era uma forma de me ajudar e me estimular.

A cada 7 dias eu comia algo que desejava muito na hora do jantar, é claro que eu passava muito mal, mas isso me ajudava a saciar minha vontade daqueles 7 dias de comidinha regrada. Como a Dieta USP é quase uma dieta cetogênica, ela faz com que você perca muitas medidas.
No mês de março precisa dar um novo estimulo para meu corpo. A dieta USP a pesar de ser bem restrita, consistia em café, almoço e janta. Agora eu passei a adotar almoço e janta, adicionando um pouco de arroz e feijão e fazendo o jejum de 16 horas. O Jejum ajudou muito e passei a perder mais peso, a vontade por doces, frituras que em fevereiro eram muito forte, passaram a ser menos frequentes.

Eu passei a perder 1 kg a cada 4 ou 5 dias, isso resultou em menos 10 kg nos meses de março a maio.
Foi quando foi necessário um "novo" estimulo para meu corpo. Continuei no jejum de 16h, almoçando proteína + arroz + feijão e jantando iogurtes naturais, claro que para manter o balanceamento de comidas necessárias, eu tomo uma vez por semana sopa de feijão e continuo mantendo o jantar do lixo também uma vez por semana. Mas passei a adotar 3 vezes por semana a aula de dança de ritmos e também a tomar óleo de coco e 2 capsulas de chá verde por dia. Nisso lá se foram mais três quilinhos. Ou seja, mais uma vez deu certo o ataque. Eu tenho certeza que se eu tivesse feito tudo de uma vez, DIETA + EXERCÍCIOS + TRATAMENTOS COM PRODUTOS = DESISTÊNCIA como todas as outras vezes.

É claro, que eu não passo fome. Mas eu passei a comer comida de verdade. Deixei de lado os industrializados, até mesmo aqueles fitness, tenho outros estímulos guardados, em agosto pretendo a voltar para o Jazz, em outubro para o Boxe e em dezembro para a musculação (o que eu menos gosto kkk)

Algo que me ajudou também, foi a paciência. Eu sempre quis abraçar o mundo com as mãos, nunca terminava projeto nenhum, eu parei e pensei, qual desses planos mais te frusta? E vi nitidamente que era não poder usar minhas roupas, me sentir mal com meu corpo, então de fevereiro até hoje tenho focado apenas nisso, é claro que é ruim! Você abrir mão de tantas coisas, mas em contrapartida, me sinto mais forte e determinada para alcançar as outras coisas. Eu entendi que não engordei 20 kg em um mês, e sim em 5 anos. Precisaria ter paciência. Cheguei aos 87 kg, hoje estou com 67 kg, mas não foi só a modelagem do meu corpo que mudou, minhas unhas e cabelo voltaram a crescer.

Peso máximo 70 kg e minimo 67 kg

Agora vou continuar persistente! Sei que não será fácil, até porque pode ocorrer de eu desistir e voltar a engordar tudo novamente, mas continuarei tentando, eu tenho a meta de chegar aos 58 kg, Mas não foco nisso! Fiz pequenas metas, a minha atualmente é 65 kg que me deixará fora do sobrepeso conforme meu IMC, depois 62 kg o peso mais baixo que já estive e por fim 58 kg o meu peso correto conforme minha bioimpedância. 
Claro que muita coisa pode acontecer e eu acabar não conseguindo. Mas continuarei tentando, perdi 20 kg isso é uma pequena vitória que conquistei depois de 5 anos de muita luta.

23.5.18

Casarão


Oi, eu ainda estou aqui
E aqui no meu exílio aprendi a viver
Nunca imaginei que a minha casa fosse tão grande
E coubesse tantos cômodos dentro de mim
É que, é aqui nessa casinha, que remonto a minha mente e realoco meu coração
As pessoas não sabem nada
Acham que eu sumi sem rumo e sem noção
Eles só não entendem que descobri dentro de mim uma imensidão 
Dentro do meu pequeno teto, um casarão 

Ainda tenho tantos cômodos para arrumar
Tantos cômodos a percorrer
A faxina vai ser grande, não tenho tempo a perder
A data pro final ainda não é prevista
Mas quem mesmo quer saber?

Ah, talvez aqueles que pergunte
Meu Deus, há tempos não a vejo...
Ou, que raios está acontecendo?
Essa menina não está comendo?
Há muitos que vão indagar, um ao outro irão perguntar!
Você viu? Você sabe? O que ouve? Eu não mais a vi.

O engraçado é que eles se perguntam
Mas não a mim, a dona da razão
E nesse tempo vou secando, me redescobrindo e me encontrando
Na minha casa, que antes que pequena, agora tanto me acalenta.
É triste saber, que meu tempo nela, pode estar se esgotando
Mas sempre vou guardar nas lembrancas
O meu pequeno casarão, que me escondeu, com todos os seus encantos.

25.4.18

Mensagem...


De quantos eu queria?
Receber esse recado...
Meus pais, vizinhos, igreja?
Amigos, colegas ou até mesmo, o desconhecido?

Hoje tive vontade dar socos no vento!
Quantas de mim existem por ai?
Andando na boca do povo, como se eu não existisse
Por que não perguntam de mim? Por que insistem em criar uma imagem de mim?
São tantos, que por um tempo, bloqueei essas verdades em meu pensamento
É melhor viver no meu mundo rosado
Do que de despencar nesse desfiladeiro
Afinal de contas, quem realmente é meu aliado?

Me perguntam porque tenham tão poucos amigos
Você já precisou de alguém? De alguém de verdade?
Eu já, mas sempre travei minhas lutas sozinhas
Mas já perdi as contas de quantas pessoas em prantos amei
Do quanto de tempo que a elas dediquei
Sabe o que ganhei? Desprezo!
Criaram uma imagem de mim, que nem eu reconheço

Se você sabe fazer algo, cuidado!
Não é de você que sentem saudade, não é por você que te ligam apressados,
E sim, pelo que você pode oferecer!
É, infelizmente a vida costuma dessas peças pregar
Faz você se sentir amado, mas só usado vai ficar
E a recompensa?
Será um monte de bocas cheias apressadas pra te julgar!
Cada borrão ou deslize da vida
Não se preocupe, que na platéia eles vão estar
Doidos pra ver de perto, até que ponto você pode chegar!

E aqueles que você ama de longe?
Que de certa forma tenta ajudar,
Pra que gastar tempo, com quem nunca vai te aceitar
Que você os ama de longe, mas perto deles não quer ficar.
Eles vão de transformar em um monstro
E a muitos sobre você vão contar.
Eles só não imaginam que um dia
Vou se matou para deles cuidar

Pena mesmo, eu tenho é dos cachorros
Que você pode não ter nada pra dar, mas ele vai te amar
Nem gastar todo tempo do mundo, ele continua a te admirar
Você pode até olhar torno, mas ele vem te encher de consolo
Como pode um serumaninho desses sem casa ficar?

É como eu disse
A vida tem dissos
Aos que muito amam e se doam
Uma hora a conta chega
Se ao menos o pagamento não fosse a vista
Eu por três vidas as mazelas da vida parcelaria
Porque é difícil de engolir
Que criaram outro de mim por ai.

23.4.18

Eu sei...



Eu sei, que na verdade
Dias bons e dias ruins para  todos podem chegar
Mas parece que é só comigo que tudo está a desabar
Eu digo a mim mesma, relaxa, uma hora vai passar

Que horas mesmo senhor?
Que horas passa o trem que nos leva muito além?
Me leva pra parte da vida que a gente respira
Aquele em que faço planos, sonho e dos sonhos os alcanço
Parece que meu tempo parou
Será que meu relógio quebrado está? As horas aqui não passam, meus dias inteiro se arrastam.

Eu tenho um palpite!
A tendencia é piorar...
Eu já vi dias bons se aproximarem, mas eles correm depressa,
Correm com medo, logo vem o nevoeiro!
Para cada dia de paz, dois de desespero!
Não adianta reclamar, é a vida
Dias bons e dias ruins sempre chegam
Uma hora a gente tem que se acostumar

Nesse tempo, parece que a  porta fechou
Não escuto bater ou a menos alguém chamar
Será que trocaram meu endereço?
De tantos eu tinha um apresso
A poucos na verdade um apego
Mas minha porta em silencio está.

Deixa assim mesmo!
Deixa quieto.
Talvez se a porta eu abrir, muitos curiosos podem entrar
Loucos para passar pela porta e vê a bagunça como está
Aos curiosos, eu sinto muito
A porta fechada permanecerá

22.4.18

518 anos de Brasil

@caboquesilustrado

Em uma folha qualquer eu desenho um Brasil Verde e amarelo
Pesquisando um pouquinho em abril ele foi descoberto
Foi Cabral que pisou pela primeira vez nessa terra
Ficou impressionado com a lida visão da floresta

Navegando, viajando da Europa vindo para o Sul
Teu destino,é uma terra rica e graciosa tudo azul
Pinto a caravela que vem navegando lá de Portugal pra América do Sul

Ao chegar aqui, quantas árvores
E a mais bela é o pau Brasil
Muitos índios, são centanas
São um povo humilde, varonil
Muita gente diferente que veio para essa terra de encantos mil
Vieram pra ficar

Se em uma folha qualquer eu desenho um Brasil verde e amarelo... Lindo vai ficar!
Pesquisando um pouquinho em abril ele foi descoberto... Vamos comemorar!
Meu Brasil, brasileiro, te amo do fundo do peito... Pra sempre vou te amar!



(Escrevemos essa letra em 2000, na quarta série, depois de 18 anos, estou escrevendo e compartilhando um pouco dessa composição tão linda que fizemos para comemorar os 500 anos de Brasil) 

16.4.18

Chuva


Hoje está chovendo lá fora
Que engraçado... já chove há uns dias aqui dentro.
Da chuva todos correm e se abrigam
Mas ninguém sabe, que chove aqui dentro também

Meu coração, encharcado e úmido, se perdeu em meio as tempestades
Começou como um leve sereno
Era para eu ter entrado, pegado um guarda chuva talvez
Não imaginava que aquela pequena nuvem se fincaria no meu coração e faria chover dia e noite, na noite me impedindo de sonhar e no dia me dificultando de viver

Sonhar, quando meu coração era quente
Quando havia festa na sala do meu olhar
Agora tudo é frio
Tudo nublado está
Guarda chuva e nem capa de chuva
Está tudo tão molhado aqui dentro, não sei quantos dias de sol preciso ter

Eu gosto da chuva, ao menos nos dias de chuva
Posso dizer as pessoas como estou
A chuva nos recolhe, nos faz aninhados na cama ficar
Eles só não sabem, que chove aqui dentro também

Coração molhado de lágrimas
Peguei meu guarda chuva e dele fiz um barquinho
Pelo menos morrer afogado não vou morrer
Conforme minhas lágrimas viram rios que me invadem, eu vou subindo...
Sufocando estou, mas não quero me afogar.

Como eles não percebem que chove aqui dentro também?
Meu olhar frio clama atenção
Mas pra que? O que podem fazer ao meu coração?
Já disse a mim mesma
Chega de chamar pessoas para seca-lo, elas se vão e deixam chover outra vez
Não sei quando, mas um dia acaba
Esse inverno do meu coração.